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Sucesso total na 1ª etapa Adventure Camp Pindamonhangaba

20/03 - 11:20h

 

   

32 quilômetros de bicicleta, 17 de trekking, nove de remo e 40 metros de rapel, muita lama e outras 101 equipes. Este foi o cenário do desafio vencido pela equipe Oskalunga Sundown, na primeira etapa da temporada 2007 do circuito Adventure Camp, que teve início neste domingo, em Pindamonhangaba, no interior paulista. 

Formada pelos experientes Guilherme Pahl, Fernanda Maciel, Frederico Gall e Kenny de Sousa, a equipe bicampeã do circuito (2004/2005), chegou às 14h32, terminando o percurso de 58 quilômetros em cerca de 5 horas e 42 minutos (o resultado oficial deve sair no decorrer da semana no site www.adventurecamp.com.br). O segundo quarteto a cruzar a linha de chegada foi o Mitsubishi Quasar Lontra, 31 minutos depois, seguidos por Motorola SOS Mata Atlântica, que completou o percurso em 6 horas e 28 minutos.

Os 408 competidores começaram a prova caminhando, com largada do Parque Municipal de Trabijú. Depois cumpriram um trecho de mountain bike, seguido de remo (duck), mais bicicleta, rapel, trekking e mais pedal. 

“Voltamos para o Circuito Adventure Camp com força total. Esta primeira etapa foi muito intensa. O terreno era muito acidentado, mas como o percurso é curto, a velocidade é decisiva. A parte de orientação foi bastante importante também. Cometemos um erro durante o trekking e conseguimos nos recuperar na bike, mas sempre com outra equipe por perto. Depois foi a vez das outras equipes errarem no último trecho de bike, que tinha orientação complicada e foi aí que abrimos”, disse Pahl, 26 anos, capitão da equipe e um dos fundadores dos Oskalunga. 

Para fazer parte do ranking do Circuito, as equipes precisam ter quatro integrantes, sendo que obrigatoriamente um deles deve ser do sexo oposto. Nesta primeira etapa, a equipe de Brasília foi formada por três homens e uma mulher, a mineira Fernanda Maciel. 

“A organização da prova foi impecável! Muito técnica em todas as modalidades. As provas de curta distância, às vezes, são mais difíceis do que as longas, pois além da estratégia, conta com muita força física. A vitória no Adventure Camp é importante porque é um dos poucos circuitos no Brasil que dá premiação”, disse Fernanda, 27 anos, “emprestada” da Atenah, outra forte equipe nas corridas de aventura e que nesta primeira etapa terminou em 6º lugar.

Frederico Gall, 33 anos, está na equipe desde 2001, tendo participado do Adventure Camp em 2004 e 2005, quando a equipe foi campeã. “O mais complicado do Circuito é a disputa em uma prova em que, por ser relativamente curta, qualquer pequeno erro faz grande diferença. Chegamos a estar em 16º em um dos PCs, foi difícil recuperar a liderança, mas por conta de estratégias de navegação, que contam muito numa prova como essa, vencemos”, diz Gall, que trabalhou até às 16h do sábado, em Brasília, e, por problemas técnicos, quase não chega a Pinda. Tentou alugar um carro, não conseguiu. Pensou em ir de ônibus, não sabia se teria passagem. “Acabei chegando à cidade de táxi, às 22h30, com minha bike. O motorista fez o trajeto em menos de 1h30... Foi de arrepiar!”, conta. “Por toda essa dificuldade, acabei fazendo um pacto com os outros três integrantes de Oskalunga. Se não ganhássemos, eles teriam de pagar a conta do meu táxi”, brincou.

“Esta foi a segunda vez que participei de uma corrida de aventura na equipe Oskalunga. Sou amigo deles, treinamos juntos e como o Monclair Cammarota, que é o titular, não pôde vir, eles me chamaram. Gostei bastante da prova e a parte mais difícil foi ter que empurrar as duas bicicletas. O pessoal do Sudeste tem muita sorte de ter um circuito desse nível, a organização está de parabéns”, disse Kenny de Sousa, 30 anos, triatleta, com participação em quatro Ironman Brasil.

“Tivemos bastante aventura nesta primeira etapa, que foi mais exigente, mais dura do que os competidores estão acostumados. Foi uma amostra do que será o circuito 2007. Optamos por começar a prova com trekking e navegação, o que exigiu bastante atenção das equipes, que geralmente começam a prova muito exaltadas. Nem sempre o mais forte vence. Neste caso, quem foi forte e mais inteligente, venceu”, disse Sérgio Zolino, organizador do Adventure Camp.

Para o assessor de recursos áudio-visuais da prefeitura de Pindamonhangaba, Mauro Garakis, o evento foi um show de profissionalismo. “A equipe que organizou a prova na cidade deu uma verdadeira aula de organização de eventos esportivos, funcionários da prefeitura que estiveram trabalhando no apoio ao evento puderam ter noções de como se faz uma prova de aventura bem feita, e este foi um dos principais objetivos da Secretaria de Esportes Lazer e Juventude. Outra marca importante, plenamente atingida, foi a total lotação dos hotéis e pousadas”, disse Garakis. Ainda dentre as várias conotações positivas, a divulgação da cidade para um grupo de 700 atletas de todas faixas etárias e classes sociais, colocando mais uma vez a cidade em destaque como pólo de esportes radicais no vale do Paraíba.