Restauro da Igreja São José avança e mobiliza união entre poder público, empresas e comunidade em Pindamonhangaba
Em uma tarde de emoção e significado, Pindamonhangaba se reuniu nesta quinta-feira, 19 de março (Dia de São José) para acompanhar de perto o restauro da Igreja São José da Vila Real, reconhecida como Panteão Nacional. A visita técnica, promovida pela Prefeitura, Conselho de Patrimônio e Paróquia Nossa Senhora do Bom Sucesso, revelou mais do que o avanço de uma obra: mostrou o cuidado com a história e a identidade da cidade.
Conduzida pela empresa Origem Cultural, a visita guiada revelou os bastidores de um trabalho minucioso, que exige sensibilidade, técnica e, acima de tudo, compromisso coletivo. Segundo o engenheiro Everaldo, o restauro está caminhando para entre 60% e 70% de execução, um avanço significativo para um patrimônio que carrega séculos de história.
“A obra é de todos”, destacou. Ele relembrou que intervenções emergenciais no telhado e a recuperação da fachada frontal só foram possíveis graças ao aporte inicial da Tenaris. Durante o processo, no entanto, desafios estruturais exigiram a interrupção temporária dos trabalhos para reforços importantes, como a recuperação de arcos laterais.
Agora, uma nova etapa ganha força com o apoio da Novelis. A previsão é concluir a fachada frontal, avançar na recuperação do telhado e finalizar elementos estruturais essenciais, incluindo a capela-mor. O objetivo é encerrar a fase estrutural e de alvenaria bruta, abrindo caminho para o início da pintura externa. Na sequência, virão as etapas mais delicadas: o acabamento interno e a restauração artística, que exigem tempo e precisão.
O restauro também conta com investimento de R$ 150 mil da Gerdau, além de emendas parlamentares e contribuição da população, em uma união de esforços que evidencia o valor coletivo atribuído ao espaço.
Movimento Coletivo para a preservação da memória
A presidente do Conselho de Patrimônio, Ana Maria Guimarães, ressaltou o valor histórico do espaço, que abriga a Guarda de Honra de D. Pedro I na Independência do Brasil. “Preservamos aqui um capítulo muito rico da nossa história”, afirmou.
O caráter coletivo do projeto foi reforçado pelas empresas parceiras. Bruna Varella, da Novelis, destacou o compromisso com o desenvolvimento e impacto social. Já Lívia Petite, da Tenaris, reafirmou o apoio contínuo ao restauro, lembrando a trajetória da empresa na cidade.
Em uma das falas mais emocionantes, o Padre Kleber definiu a obra como uma missão de fé e união. Devoto de São José, afirmou que permanecerá na cidade até a conclusão da obra. “Este será não apenas um espaço religioso, mas também cultural e educativo, aberto à população”, disse.
O vereador Everton destacou a destinação de recursos e o apoio do Legislativo, expressando o desejo de ver a igreja novamente aberta à comunidade. Mauro Almeida, presidente da ACIP, reforçou o potencial do local como ponto turístico e garantiu apoio nas próximas ações.
Encerrando o encontro, o prefeito Ricardo Piorino reconheceu o empenho coletivo e a dedicação do Padre Kleber, sugerindo inclusive uma homenagem em vida.
Em tom de fé, no contexto do Dia de São José, o prefeito pediu bênçãos para a continuidade dos trabalhos e reforçou a expectativa de devolver a igreja restaurada à população. “Queremos entregar um espaço que represente orgulho, história e acolhimento para todos”, afirmou. “O restauro da Igreja São José da Vila Real vai muito além de uma obra física. Trata-se de um movimento coletivo de preservação da memória, de valorização da cultura e de fortalecimento dos laços que unem uma cidade à sua própria história”, concluiu.
