Vigilância Epidemiológica capacita equipes das UPAs para aprimorar notificação de doenças em Pinda
A Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde realizou, nos dias 27 e 28 de janeiro, uma capacitação com as equipes das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) do município. A iniciativa teve como objetivo padronizar e qualificar o preenchimento das Fichas de Notificação Compulsória, instrumento essencial para o monitoramento da saúde pública.
A notificação compulsória é um procedimento previsto em lei e determina que os profissionais de saúde comuniquem às autoridades sanitárias a ocorrência de suspeitas ou confirmações de determinadas doenças e agravos. Essas informações são fundamentais para a produção de dados epidemiológicos, identificação de surtos, planejamento de ações preventivas e definição de estratégias de controle e alocação de recursos.
Durante o encontro, técnicos da Vigilância Epidemiológica apresentaram orientações detalhadas sobre o correto preenchimento das fichas, destacando a importância de cada campo — como dados do paciente, sinais e sintomas, hipóteses diagnósticas e evolução dos casos. Também foram esclarecidas dúvidas recorrentes, com foco na redução de falhas, retrabalho e subnotificações.
“A notificação oportuna e bem preenchida é a base da vigilância em saúde. Sem informações de qualidade, não conseguimos ter um retrato fiel da situação epidemiológica do município, o que dificulta ações rápidas e eficazes de prevenção e controle”, explicou o chefe de Divisão da Vigilância Epidemiológica, Leonardo Martuscelli. “As UPAs são portas de entrada estratégicas do sistema de saúde, com grande volume de atendimentos, e essa aproximação fortalece toda a rede de monitoramento”, completou.
Entre os agravos e doenças de notificação compulsória estão as imunopreveníveis, como sarampo e coqueluche; doenças transmitidas por água e alimentos, como hepatites e diarreias agudas; arboviroses, como dengue, zika, chikungunya e febre amarela; além de meningites, casos de violência e atendimentos antirrábicos, entre outros. A agilidade na notificação permite, por exemplo, o acionamento imediato das equipes de controle de vetores em situações suspeitas, garantindo ações de bloqueio mais rápidas e eficazes.
Para as equipes das UPAs, a capacitação foi avaliada como necessária e positiva. “Na rotina intensa de atendimento, alguns detalhes podem passar despercebidos. Essa capacitação reforça nosso papel dentro da vigilância em saúde e traz mais segurança no preenchimento das fichas”, destacou Gelcira Pereira Azevedo Jacinto, gestora da UPA de Moreira César.
As ações de capacitação serão contínuas, com novos encontros programados e manutenção de um canal direto de comunicação entre as UPAs e a Vigilância Epidemiológica, para esclarecimento de dúvidas em tempo real. A iniciativa integra os esforços da gestão municipal para fortalecer a integração dos serviços e qualificar cada vez mais a informação em saúde, refletindo diretamente na proteção e no cuidado com a população de Pindamonhangaba.
